Size poético

Entre pensamentos locos
Aquela pele misturado com
Ternura. . .
Não vejo nada errado,
Nem o excesso de seu corpo
Nem a pele que valoriza o que está exposto!

Meus olhos viu
Mas não pude acreditar
Quebre todos os rótulos
E todos os preconceito
Pois aqui esta a beleza exposta.

Foi o seu olhar
Olhar pensativo que me deixou assim
Passava os meus olhos em sua
Beleza. . .
Observando o conjunto da ópera
O size ao olhar da mãe África!

*uma homenagem a todas Plus Size!

Anderson B.

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Alfaiate

Ja percebi que no bolso da minha
Calça não cabe nada,
Ele se rasca como o amor em mim. . .

Nada mais cabe aqui. . .
Nem mesmo o amor,
Nem as emoçoes enfim.
Sentimentos deslizaram de meu
Bolso e ao chão ficou.

Nem as tarde que eu almejo
Sentado em minha cadeira de balanço
Lendo Vinicius de Moraes e Augusto dos anjos,
Nem mesmo isso cabe
Mais aqui. . .

O amor se foi e levou todo espaço
Que havia em meu bolso. . .
Nele não cabe mais nada nem ao
Menos meus singelos esboços.

Anderson B.

Desprezo que decido

Incensivel e está sua alma
Um dia me queima
Outro dia se afasta
Indecisas escolhas

As lágrimas que escorre em seu
Rosto e de desgosto
Da segunda alma. . .
Que troco e este vingativo

Desejo lhe possuir alma,
Alma minha que não
Tem dono. . .
Eu almejo seu coração

Que me traga numa bandeija,
Mas que deixe a alma
Fria e inquieta
Dentro deste corpo desejavél

Anderson B.

Escravo deste amor

Coabitar com você e a forma
Mais pobre e mesquinha de prova
Que a amo. . .

Imagino que. . .
Todos os homens escrotos e de coração
Pobre já devem ter feito isso
Numa tentativa remota de conquista-lá.

Pois bem. . .

Descrever seus traços em versos
E poesia e a forma mais verdadeira
De se amar

Lhe digo mais do que
Minha alma permiti dizer,
Tal sacrifício e descreve-la
Do que ama-la como os escrotos
Amam suas amadas.

Porém eu transgrido a lei Áurea
E me lanço de corpo e alma
A me escravizar
E descreve-lá sim!

Este amor da forma
Mais correta entre versos e poesia
Entre formas romanticas de
Te conquista!

Anderson B.

Foto: Aflo Brasil jan/Folha de SP

http://galeriazoom.com/en/exposicao/beleza-afro-brasileira/

Maniconio poético

Meu café foi minha companhia
Esta noite passada.
Eu tomei um dose cavalada
Não queria ser perturbado pelo sono

Até meus pulsos eu cortei. . .
Esta noite estava depressivo,
Se não me engano, até surtei
Eu escutava meus prorprios gritos
Ecoando no corredor

Vozes me dizendo a mesma coisa
Que a loucura me dominou. . .
E eu dizia que era poeta,
E eles gargalhavam pelos corredor

Um dia eu fui lúcido
Um dia talvez não era assim,
Mas eu era feliz eles ainda fazia
Café e me entregava sorrindo pra mim.

Anderson B.

Portas para o mundo

Quando eu vi seus olhos
Havia um caminho neles
Caminho do qual eu so poderia
Ver a luz no fim de uma estrada Coberta de trincheiras

Trincheiras das quais imaginava
Anos de batalhas e de lutas
Impedindo que o inimigo
Pudesse invadir o seu mundo.

Mas que tolice brigar por um mundo,
Pensava eu. . .
Pois temos tantos, que podemos criar em meio os anos de jornada. . .

“Lutar por um e tolice dizia, eu a caminhar”

Mas seus olhos tinha muito
A me ensinar. . .
Com cautela e cuidado este pobre
Poeta com letras papel e caneta,
Seu mundo foi explorar

Foi aí que percebi que no final
‎Desta estrada havia algo valioso
‎Merecedor de suas guerras enfim,
‎Ele batia rápido e era a razão de você existi.

Anderson B.

Ampulheta que seca

Águas que vão me levar
Tempestades que iram me deixar
O fato e que o tempo irá passar
E o vento ira levar

Lembranças minhas inesquecíveis
Meus rabisco em versos seram
Apenas lembranças deixadas
Numa lápidia

Eu ainda tento ser o que desejei
Confesso que sonho antes de
Dormi
Eu continuo dormindo de olhos
Aberto para o futuro.

Os numeros passaram tão rápido
A aréa da ampulheta nada foi
Generosa comigo
Eu ainda sinto cheiro da manteiga
Caseira e os pães que minha mãe fazia
Todo entardecer.

Anderson B.

O poeta e a Hipocresia

O que você entende de amor?
Perguntou o ignorante ao poeta!
E o poeta ao respirar fundo o respondeu:
Nada. . .
Porém a alma nós ensina por si só. . .

A não ser que não tenha alma
Gritou o poeta irritado. . .
Ao saber que todos temos amor
Mesmo que ele seja enxergado
Como ódio.

O que entendo do amor?
Do amor não entendo nada
Pois ele que se explique
O por que das rosas. . .

O amor se entendi
Entre beijos e paixões
O que o hipócrita me pergunta,
Me pergunta na mesma
Intensidade e vontade de amar

E o poeta calado ficou. . .
Depois de responder que nada
Entendi do amor

Anderson B.

Dor iminente

Alimentar a dor e uma das formas
De mutilação mais oculta que existe. . .
Sem cheiro,
Sem vestígio,
Meu corpo vaguei ao abismo

Por horas fiz uso aos estiletes
Por horas meus pensamentos
Eram seus. . .
Eu tinha vida e o sangue
Pulsava mais rápido que o próprio
Criador dele

Não vou nem posso culpar
O amor. . .
Ele não tem este fetiche
Meus olhos fecham sem ao
Menos eu dormi. . .

Este filme eu não produzir
Este versos não são meus,
Mas em minha cabeça passava
Lembranças. . .
Das quais eu não lembrava. . .

Anderson B.

Eu me cortei

Enquanto o vento abraçava
As folhas que caiam ao chão
Eu sangrava muito
Mas nada disso era preocupante

Havia um forma muito covarde
De amar
Eu deixava Rosas e flores todos
Os dias em sua porta

E um dia deste qualquer
A porta estava aberta
E tinha muitas visitas
Algumas inquietas é outras em plantos

Minhas flores tiveram que se
Multiplicar e num buguer
Ficar. . .
Me sentia um covarde me cortando

A vida ela tinha me traido
Naquele dia eu senti que as
Rosas que todos os dias em sua
Porta eu deixava
Eram as mesma que você todos
Os dias regava. . .

Anderson B.